
Quem se atém aos números da temporada de Rubens Barrichello conclui que o brasileiro faz desta uma de suas piores temporadas. Foi um só abandono em sete provas, logo nos segundos iniciais do GP dos EUA, provocado pelo atabalhoado e pressionado Ralf Schumacher. Nas outras seis, dois décimos lugares, dois 11º, um 12º e um 13º. No grid, duas vezes ficou na primeira parte da classificação, a popular Q1, e só em uma oportunidade foi à disputa da superpole. À Honda, grande e única culpada pela draga do RA107, a falta de resultados bons e pontos não é nada. O que importa é o que o paulista tem feito nos bastidores e na sede em Brackley. Fato que lhe vai fazer aterrissar na Europa com o contrato renovado.Barrichello deixou Indianápolis e veio para o Brasil passar uns dias com a família até retornar à Europa para a próxima dobradinha de provas que apresenta o Mundial, na bucólica e pré-finada Magny-Cours e na badalada Silverstone. O contrato para mais um ano está pronto e assim que pisar no Velho Continente, Rubens põe nele sua assinatura. Não significa, no entanto, que ele já seja desvelado no fim de semana do GP da França.Rubens hoje exerce o papel que pretendia desempenhar desde que deixou os desmandos de seis anos da Ferrari. Até pela apatia de Jenson Button, tido como não tão bom acertador de carros, assumiu a condição de primeiro piloto e ganhou muito moral na Honda . Os engenheiros do time, em busca de melhoras para o modelo atual e já visando 2008, só conversam e discutem as coisas com Barrichello. Em suma, é respeitado à beça e está mandando e desmandando.Assim, nada mais natural que o novo chefe da escuderia continue por, pelo menos, mais uma temporada lá; a do ano que vem será a terceira com o time japonês. E que, contrário a seu pensamento inicial, tende, no curso normal da temporada, a bater o recorde de longevidade por número de GPs na F-1, que pertence a Riccardo Patrese, 256 corridas — número que Barrichello supera na oitava etapa do campeonato de 2008.
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